19 de abril de 2010

As influências do Amor no nosso físico e no nosso emocional.

Essa matéria além de muito interessante é um tema que muito me agrada, e tentei deixa-lá de uma forma simples e clara o que cientistas e pesquisadores descobriram sobre as reações físicas e emocionais desse sentimento universal.

Agradeço a minha querida irmã que gentilmente confeccionou a imagem abaixo onde representa visualmente o assunto que vou explanar.

tuboensaio

Quem nunca se sentiu inebriado pela paixão? Quem nunca rio a toa, viu tudo por uma ótica positiva, se tornou totalmente tolerante, perdeu o apetite, o sono, suou frio, tremeu, bambeou as pernas, sentiu seu coração disparar pela presença do ser amado, ou por ouvir sua voz ao telefone, ao receber uma mensagem no celular ou um e-mail? Ao receber flores inesperadamente, ou ficou totalmente dispersa, sem conseguir em concentrar-se em nada a não ser no ser amado?

Quem nunca chorou a dor de uma separação, ou sentiu a tristeza ao ser enganado, uma melancolia pela saudade ou perdeu o equilíbrio e ficou depressivo pela frustração de perceber que sua ilusão de amor se desmoronou?

Pesquisas científicas comprovam que o Amor altera as funções cerebrais que comandam todas essas reações.

Como nos sentimos atraídos por alguém? Como nos apaixonamos?

Exalamos pelos poros, substâncias químicas chamadas “Feromônios”, esse nome veio do grego antigo (Féro) transportar, (Órmon) excitar, então segundo eles essas substâncias produzem reações químicas que resultam em sensações de prazer. Simplificando é mais ou menos assim, nos comunicamos quimicamente, e vamos nos tornando dependentes dessa sensação de prazer, necessitamos da presença cada vez mais, o que chamamos de paixão e que pra eles essa ansiedade seria a Síndrome de Abstinência de Feromônios.

2º E como se explica as sensações e atitudes provocadas pela Paixão ou pelo Amor?

Quem comanda e é responsável pelas reações da paixão pelo cérebro é o Hipotálamo que estimula a produção de altos níveis de hormônios e substâncias que fazem uma verdadeira revolução em nosso organismo.

Vamos a elas então:

Dopamina: responsável pelos mecanismos de desejo e recompensa.

Norepinefrina: que nos dá a sensação de euforia, falta de apetite, falta de sono, excitação.

Serotonina: Quando os índices de Dopamina sobem os de Serotonina caem, e os baixos níveis de Serotonina estão associados a fixação ao ser amado.

Feniletilamina: um estimulante e anti-depressivo e esta relacionado a endorfina (Hormônio da Felicidade) tendo um efeito viciante em nós, digamos que é o que determina a mutação da paixão para o amor.

Ocitocina: (Hormônio do amor) é uma proteína produzida no sistema límbico cerebral, responsável pelas sensações e sentimentos, estimulam o apego entre os casais, a confiança e nos dá a sensação de satisfação e sentimento de plenitude.

Vasopressina: que é responsável pela fidelidade e monogamia.

Esses efeitos duram entre 18 e 30 meses, depois desse período o organismo fica resistente a essas substancias. Mas enquanto estamos nesse período ficamos totalmente a mercê desse sentimento viciante por isso pesquisadores dizem que o amor vicia como a cocaína.

Ainda contamos com pesquisas descobertas que os sentimentos amorosos levam à supressão da atividade em áreas do cérebro que controlam o pensamento crítico , o cérebro reduz a necessidade de julgar o caráter, a personalidade e as emoções negativas dessa pessoa, com isso não vemos os defeitos e nem desconfiamos da pessoa amada. Daí dizemos que o amor é cego.

Tudo perfeito não? Mas e depois desse período?

Bom depois que o organismo fica resistente a essas substâncias a paixão acaba, é quando passamos a ver a pessoa amada de maneira mais “normal”, como qualquer outro ser humano passíveis de erros e acertos, quando percebemos o que era ilusão e arrebatamento, onde se identifica se o que sentimos é realmente amor ou não, quando esse amor perdura ele se habitua as transformações e se completa no companheirismo, afeto e tolerância permanecendo juntos, ou separam-se.

Agora vamos a parte “triste” do Amor......

E as pessoas consideradas doentes de amor?

Psiquiatras afirmam que pessoas que demonstram padrão de comportamento obcecados por amor, sofrem de distúrbio obsessivo-compulsivo , paixão e psicose obsessivo-compulsivo. Lembram que falei sobre a Serotonina? Quanto mais baixo os níveis de serotonina mais fixação você tem pelo ser Amado.

E toda a dor e tristeza quando nos separamos do ser Amado?

Quando nos separamos de quem amamos, quando nos deparamos com o desmoronar de nossas ilusões,temos um sofrimento imenso que está associado a falta de endorfina (dopamina e feniletilamina), como disse antes endorfina vicia (mas ser viciado pela felicidade é bom não é mesmo) ou seja estamos na Síndrome de abstinência de endorfina.

"Uma separação pode afetar o corpo de tal forma que o rompimento de um relacionamento muitas vezes ocasiona doenças", diz o psiquiatra Thomas Lewis

E onde fica o lado emocional, os sentimentos?

Bom não se esqueçam que tudo age em função do emocional, você pode se sentir atraído por alguém e não querer se relacionar com ela, com isso o cérebro se restringirá e não produzirá essas substâncias em altas doses.

Concluindo.....

Vimos que aquela frase “Rola uma química entre a gente” é mesmo verdadeira.

Que fazer “loucuras em nome do amor” tem uma explicação científica.

Que foi comprovado que no estágio da paixão “O Amor é Cego” mesmo.

Que o Amor Romântico vicia como a cocaína e que necessitamos dele como da água ou comida.

Que podemos adoecer sim por amor.

"Hoje sabemos que as experiências são cruciais para um desenvolvimento saudável do sistema nervoso", . E o amor está com toda a certeza entre as mais significativas das experiências.

"Amor, ou a falta dele, pode mudar seu cérebro para o resto da vida", diz o psiquiatra Thomas Lewis.

Espero que tenham gostado da matéria, abaixo coloco a fonte bibliográfica de minhas pesquisas para caso vocês se interessem pelos detalhes mais técnicos.

(Matéria de Nilma Soares – Terapeuta Holística)

BARRA ROSA BRANCA

Bibliografia:

http://linoresende.jor.br/os-efeitos-da-paixao/

http://www.minhavida.com.br/conteudo/5188-Amor-desativa-o-senso-critico-do-cerebro.htm

http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=57570

http://boasaude.uol.com.br/Lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3218&ReturnCatID=1781

http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_299302.shtml

http://www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp?id=78092

http://www.spq.pt/boletim/docs/boletimSPQ_100_047_28.pdf

"Porque Amamos: a Natureza e a Química do Amor Romântico" (H.E. Fisher, Why We Love: TheNature and Chemistry of Romantic Love, Henry Holt and Company, New York, 2004)

Cindy Hazan, professora da Universidade Cornell de Nova Iorque.

BARRA ROSA BRANCA

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